Quem descobriu a vantagem de apostar no material garante que ele é recente no mercado brasileiro. Não tem mais de dois anos. A bióloga Ana Paula Brandão Pinto, de 31 anos, viu a novidade no jornal e resolveu aderir. Mandou fazer os 400 convites de seu casamento com papel recheado de sementes de camomila. “As pessoas recebem o convite e jogam no lixo. Com o papel semente, pelo menos, tem a chance de ele não virar resíduo”, diz ela, que casa neste mês.
A empresa Papel Semente recebeu a encomenda de Ana Paula. A companhia tem linhas para todos os gostos. A de chá oferece os brindes em papel com sementes de erva doce e camomila. A linha flores traz os grãos do cravinho da Índia, da cósmea ou da boca-de-leão. Quem gosta de hortaliças pode optar pela linha gourmet e, em vez de jogar o papel fora, enterrá-lo e regá-lo. Dali, vão brotar pés de rúcula, agrião, salsinha e manjericão, criando a possibilidade de uma hortinha em casa.
Andréa Carvalho, uma das sócias da empresa, diz que nem toda semente pode ser misturada ao papel. Só as mais resistentes e as pequenas – as grandes deixam a folha muito granulada. “O cravinho é o nosso carro-chefe. Fizemos testes no Sul e no Nordeste e todos os grãos tiveram uma germinação excelente. Mas, dependendo do lugar, a semente não vinga, como a do tomate”.
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